Painéis Solares para Empresas: Como Avaliar o Retorno do Investimento

Painéis Solares para Empresas: Como Avaliar o Retorno do Investimento

Investir em painéis solares para empresas deixou de ser uma decisão apenas ambiental para passar a ser uma decisão financeira. A energia é um custo fixo que pesa em quase todos os setores, e produzir parte dessa energia no próprio telhado permite reduzir a fatura e ganhar previsibilidade. A pergunta que qualquer gestor faz é simples: quanto tempo demora a recuperar o investimento e que retorno posso esperar?

Neste artigo explicamos como avaliar o retorno de um sistema fotovoltaico empresarial, que fatores fazem subir ou descer esse retorno e que perguntas deve colocar antes de pedir uma proposta.

Porque é que os painéis solares para empresas costumam ter bom retorno

O caso de negócio do fotovoltaico numa empresa é, à partida, mais favorável do que numa habitação. A razão está no perfil de consumo.

Numa casa, a maior parte do consumo acontece ao fim do dia e à noite, quando os painéis já não produzem. Numa empresa, a atividade decorre sobretudo durante o dia, precisamente nas horas de maior produção solar. Isto significa que uma parte maior da energia produzida é consumida no momento, o que se chama autoconsumo instantâneo.

Cada kWh autoconsumido é um kWh que deixa de ser comprado à rede, ao preço que a empresa paga no seu contrato. Já a energia excedente, quando é injetada na rede, é normalmente valorizada a um preço inferior. Por isso, o retorno depende muito mais da energia que a empresa consegue aproveitar do que da energia total que os painéis produzem.

Como calcular o retorno do investimento

Há três indicadores que deve conhecer. Não precisa de ser especialista em finanças, mas convém saber o que cada um mede para comparar propostas com rigor.

Payback (período de retorno)

É o número de anos necessários para que a poupança acumulada iguale o investimento inicial. É o indicador mais usado por ser fácil de entender. A fórmula simplificada é:

Payback = investimento total ÷ poupança anual

A poupança anual resulta da energia autoconsumida multiplicada pelo preço da energia evitada, somada ao valor de eventuais excedentes vendidos, e subtraída dos custos anuais de manutenção e monitorização.

TIR (taxa interna de rentabilidade)

A TIR mostra a rentabilidade anual equivalente do investimento ao longo da vida útil do sistema. Permite comparar o fotovoltaico com outras aplicações do capital da empresa. Se a TIR do projeto for superior ao custo de financiamento ou à rentabilidade de alternativas, o investimento faz sentido do ponto de vista financeiro.

VAL (valor atual líquido)

O VAL soma todos os fluxos de caixa do projeto ao longo dos anos, atualizados para o valor de hoje. Um VAL positivo indica que o projeto cria valor. É o indicador mais completo, porque tem em conta a vida útil total do sistema e não apenas o momento em que o investimento é recuperado.

Um bom estudo de viabilidade deve apresentar os três, com os pressupostos claramente indicados: preço da energia considerado, degradação anual dos módulos, custos de manutenção e substituição do inversor ao longo da vida útil.

Fatores que influenciam o retorno

Duas empresas com o mesmo número de painéis podem ter retornos muito diferentes. Estes são os fatores que mais pesam.

Perfil de consumo

É o fator mais importante. Uma empresa que trabalha das 8h às 18h, de segunda a sábado, aproveita muito mais a produção solar do que outra que concentra o consumo à noite ou que fecha ao fim de semana sem cargas permanentes. A análise dos diagramas de carga (os registos de consumo de 15 em 15 minutos disponibilizados pelo operador de rede) é o ponto de partida de qualquer dimensionamento sério.

Dimensionamento correto

Mais potência não significa mais retorno. Um sistema sobredimensionado produz excedentes que são valorizados a um preço baixo, o que alonga o payback. Um sistema subdimensionado deixa poupança por aproveitar. O objetivo é encontrar a potência que maximiza a energia autoconsumida face ao investimento.

Preço da energia contratada

Quanto mais a empresa paga por kWh, maior é a poupança gerada por cada kWh produzido. Empresas com tarifários mais elevados, ou com consumo forte nos períodos horários mais caros, tendem a recuperar o investimento mais depressa.

Condições da cobertura

Orientação, inclinação, sombreamentos e estado do telhado afetam a produção e o custo da instalação. Uma cobertura que precise de reparação antes da montagem deve ser avaliada logo no início, para evitar ter de desmontar o sistema mais tarde.

Qualidade dos equipamentos

Módulos, inversores e estruturas de fixação têm vidas úteis e garantias diferentes. Um equipamento mais barato pode degradar-se mais depressa ou exigir substituições antecipadas, o que reduz o retorno ao longo dos anos. A escolha deve ter em conta o custo total ao longo da vida útil, não apenas o preço inicial.

Manutenção e monitorização

Um sistema sem monitorização pode ter uma avaria num inversor ou numa string durante semanas sem que ninguém dê por isso. A monitorização permite detetar quebras de produção rapidamente e proteger a rentabilidade prevista.

Armazenamento: quando compensa juntar baterias

As baterias permitem guardar o excedente produzido durante o dia para usar mais tarde. Numa empresa com forte consumo diurno, o excedente é muitas vezes reduzido e as baterias podem não se justificar de imediato. Já em empresas com consumo relevante ao fim do dia, ou com picos de potência que encarecem o contrato, o armazenamento pode melhorar o caso de negócio.

A decisão deve ser tomada com base nos dados de consumo e não por defeito. Um bom estudo compara o cenário com e sem baterias e mostra qual tem melhor retorno.

Como deve ser um bom estudo de viabilidade

Antes de aprovar um investimento em painéis solares para a sua empresa, confirme que a proposta inclui:

  • Análise do consumo real, com base nos diagramas de carga e nas faturas dos últimos 12 meses
  • Simulação da produção anual, tendo em conta a localização, a orientação e os sombreamentos
  • Percentagem de autoconsumo prevista e energia excedente estimada
  • Payback, TIR e VAL, com os pressupostos indicados
  • Especificação dos equipamentos (marca e modelo de módulos, inversores e estrutura)
  • Prazos e condições de garantia de equipamentos e mão de obra
  • Plano de manutenção e sistema de monitorização
  • Tratamento do licenciamento necessário junto das entidades competentes

Se uma proposta apresenta apenas a potência e o preço, sem simulação de autoconsumo, não tem informação suficiente para avaliar o retorno.

Formas de financiar painéis solares para empresas

O retorno não depende só da instalação. A forma como o investimento é pago também influencia o resultado e o impacto na tesouraria. As opções mais comuns são:

Investimento com capitais próprios

A empresa paga a instalação e fica com toda a poupança desde o primeiro dia. É a opção que gera o melhor retorno ao longo da vida útil do sistema, mas exige disponibilidade de capital no momento da compra.

Crédito ou leasing

A empresa distribui o investimento por prestações. Quando a poupança mensal na fatura é igual ou superior à prestação, o sistema paga-se praticamente a si próprio desde o início. Neste caso, o custo do financiamento deve entrar no cálculo da TIR e do VAL.

Contratos de compra de energia

Em alguns modelos, um terceiro investe na instalação e a empresa compra a energia produzida a um preço acordado. A empresa não investe à partida, mas a poupança é menor, porque parte do valor fica com quem financiou o sistema. É importante ler com atenção a duração do contrato e as condições no fim do prazo.

Não existe uma opção certa para todas as empresas. A melhor escolha depende da situação financeira, da estratégia de investimento e do prazo em que a empresa pretende ocupar as instalações.

Painéis solares e mobilidade elétrica da frota

Para empresas que já têm ou planeiam ter viaturas elétricas, o fotovoltaico ganha um interesse adicional. Os carros da frota estacionados durante o dia no parque da empresa podem carregar com a energia produzida no telhado, o que aumenta o autoconsumo e reduz o custo de cada quilómetro.

Com carregadores que comunicam com o sistema solar, é possível dar prioridade ao carregamento quando há excedente e limitar a potência quando a produção baixa. Assim, a energia que seria injetada na rede a um preço baixo passa a ser usada para carregar a frota.

Se a eletrificação da frota estiver nos planos, o ideal é pensar nos dois projetos em conjunto, para dimensionar o sistema solar já a contar com esse consumo adicional. Saiba mais no nosso guia sobre eletrificação de frotas empresariais.

Erros comuns ao avaliar propostas

Ao comparar propostas de fotovoltaico empresarial, há erros que se repetem com frequência:

  • Comparar apenas o preço por kWp. Duas propostas com o mesmo preço por potência instalada podem ter equipamentos, garantias e níveis de serviço muito diferentes.
  • Aceitar simulações sem pressupostos. Uma simulação que não indica o preço da energia, a degradação dos módulos ou a percentagem de autoconsumo não permite perceber se os resultados são realistas.
  • Ignorar a substituição do inversor. O inversor tem normalmente uma vida útil inferior à dos módulos. Um estudo sério prevê esse custo ao longo da vida do sistema.
  • Esquecer o crescimento da empresa. Se o consumo vai aumentar, por exemplo com novas máquinas ou carregadores, convém prever espaço e capacidade para ampliar o sistema mais tarde.
  • Não definir responsabilidades de manutenção. Quem monitoriza a produção, quem intervém em caso de avaria e em quanto tempo são perguntas que devem ter resposta escrita na proposta.

Como a AMT Energy apoia a sua empresa

Na AMT Energy trabalhamos o fotovoltaico empresarial de ponta a ponta. Começamos pela consultoria e pela análise do consumo, para dimensionar o sistema à medida da atividade da empresa. Como trabalhamos com várias marcas, selecionamos os equipamentos mais adequados a cada projeto, sem ficarmos presos a um único fabricante.

Tratamos do fornecimento, da instalação e da manutenção, e todas as instalações têm garantia de 3 anos em mão de obra e materiais instalados. Quando faz sentido, integramos o sistema solar com baterias de armazenamento ou com carregadores para veículos elétricos da frota, para aproveitar ao máximo a energia produzida.

Perguntas frequentes

Quanto tempo demora a recuperar o investimento em painéis solares numa empresa?

Depende sobretudo do perfil de consumo, do preço da energia contratada e do dimensionamento. Empresas que consomem a maior parte da energia durante o dia tendem a recuperar o investimento mais depressa. Só um estudo com os dados reais da empresa permite estimar o payback com rigor.

Vale a pena vender o excedente à rede?

O excedente pode ser valorizado, mas normalmente a um preço inferior ao da energia comprada. Por isso, o mais rentável é dimensionar o sistema para maximizar o autoconsumo e tratar o excedente como um complemento, não como o objetivo principal.

A instalação de painéis solares exige licenciamento?

Sim, as unidades de produção para autoconsumo estão sujeitas a regras de registo ou licenciamento, que variam com a potência instalada. A AMT Energy acompanha esse processo junto das entidades competentes como parte do projeto.

Que manutenção precisa um sistema fotovoltaico empresarial?

Inspeções periódicas, limpeza dos módulos quando necessário, verificação das ligações e dos inversores e monitorização contínua da produção. Uma manutenção regular protege a produção e, com ela, o retorno do investimento.

Peça um estudo de viabilidade para a sua empresa

Quer saber que retorno pode esperar dos painéis solares na sua empresa? A equipa da AMT Energy analisa o seu consumo e prepara uma proposta com simulação de produção, autoconsumo e retorno do investimento.

Preencha o formulário abaixo ou escreva-nos para geral@amtenergy.pt e a equipa da AMT Energy entra em contacto consigo.